sábado, 10 de novembro de 2007

Decepção? Não... Aprendizado

Muitas vezes, nós nos enganamos com nós mesmos, outras vezes com outras pessoas. A maioria denomina isso como decepção, eu não sei se seria o nome certo, talvez fosse... Aprendizado.
Com os erros nós aprendemos. Caímos e levantamos diversas vezes, só assim saberemos qual o caminho devemos seguir. E eu percebi que mesmo que seja involuntariamente acabamos também 'decepcionando' alguém. Talvez alguém também nos decepcione involuntariamente. Nós seres humanos somos seres tão complicados, que ninguém mesmo consegue entender a própria mente, muito menos a dos outros. E mesmo assim, nos consideramos bons o suficiente para julgarmos quem quer que seja.

domingo, 4 de novembro de 2007

A desconhecida que habita em mim

Olhar a fonte do invisível, rastros de nada contidos em pisos invisíveis. Impossível compreender algo imcompreensível. Impossível me compreender. Como entender coisas ao meu redor que se movem sem sentido algum, sem nenhum caminho específico ou nenhum manual de instrução?
Se eu me olho eu não me enxergo. A desconhecida no espelho. Espelho quebrado, impossível saber quem se é num espelho quebrado. Eu busco minhas próprias respostas em minhas opniões. Mas às vezes elas estão tão imersas em coisas sem razão que eu passo a duvidar se sou eu, ou a mesma desconhecida que habita aqui, em mim.
Coisas ditas há segundos atrás, e eu não me lembro quem falou. Habitam em mim: a desconhecida e eu mesma 'conhecida', que por parte, também desconheço. Um texto complicado e cheios de entrelinhas, que nesse momento sóbrio, só faz sentido para mim. Eu esquecerei daqui a algum tempo o que esse texto reprensentou para mim... Tradução, talvez? Tradução de coisas complicadas que existem interiormente. Os pés no chão frio, a janela fechada, a escuridão do corredor. Olho para mim mesma e me pergunto diversas vezes: 'Quem sou?'
Ontem eu tinha opniões que me faziam orgulhar de mim mesma. Sou mutante, como dizia Raul: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opnião formada sobre tudo. Sobre o que é o amor, sobre que eu nem sei quem sou." Obrigada Raul Seixas. Suas palavras traduzem exatamente o que eu tentei expressar. Sou mutável, sou uma metamorfose ambulante, sou conhecida e desconhecida para mim mesma, e me orgulho disso. Se eu achasse o meu eu, talvez não seria eu mesma.

sábado, 3 de novembro de 2007

A vida até, ou mais além que o fim dela

Nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos... É o processo único da vida, todos passam ou passarão por isso, é inevitável. A própria morte faz parte desse processo, desse caminho. Ontem acordei com o pensamento de que muitas pessoas que eu amo se foram repentinamente, deixando-nos apenas com um espaço em nosso coração guardado só para elas e que ficarão para sempre ali. Lembranças, alegrias e tristezas guardadas naquele espaço dentro de nossos corações.
Quando era criança eu acreditava que quando morrêssemos, iríamos para o céu. Mas jamais acreditei que a vida terminasse quando o coração pára de palpitar, sem nenhuma explicação, apenas viver, morrer e só.
Para um budista vivemos porque temos a capacidade de pensar, não temos alma. Para um cristão vivemos e quando morremos seremos julgados pelo que fizemos na terra, os bons irão para o céu, os maus para o inferno. Para os muçulmanos quanto mais sofrermos aqui na terra, mais felizes e recompensados seremos no céu. Para os espíritas desencarnamos, mas continuamos vivendo num plano superior que a terra, vivendo em espírito... E reencarnaremos quantas vezes forem necessárias para podermos purificar nossa alma e nos tornarmos espíritos de luz que não precisam mais de encarnação. Todas as faces devem ser respeitadas, assim como todas as crenças.
Mas, meu intuito de escrever esse texto não é para falar de crenças, mas sim da saudade guardada no peito de pessoas queridas que de uma maneira ou de outra tiveram de partir, por enquanto, creio eu. Tiveram de partir e só. Não se sabe para onde, com quem, para quê, ou porque... Só se sabe que era preciso, chegara o momento por mais difícil que fosse.
As flores estão ali para suas almas, as velas pela fé, as orações pela lembrança em vida. A morte tem diversas faces, inclusive nenhuma.

domingo, 28 de outubro de 2007

Qualquer coisa que aqui empregada de forma errada, pode não expressar realmente o que eu quero que expresse. Começar um texto de uma forma sem nexo pode ser legal e até mesmo um jeito pra eu entrar no assunto.
Há pessoas que entram em nossas vidas sem sabermos realmente o motivo, e muitas vezes não damos o devido valor que elas realmente possuem. Como diz aquele ditado velho e verdadeiro: 'Só damos valor às coisas, ou às pessoas quando as perdemos', acredito agora que seja a mais pura verdade.
Aqueles momentos que julgamos serem inúteis, perda de tempo, como uma simples conversa pessoalmente ou pelo msn, se tornam muito importantes quando não os temos mais. O ser-humano é assim e não podemos culpá-lo pela sua natureza, pelo instinto do pensamento, instinto da razão.
Se déssemos mais valor as pessoas que realmente se importam conosco, e vivêssemos cada conversa, cada olhar, cada palavra, talvez hoje as memórias boas que estão guardadas no baú fossem realidade.
E a cada vez que olho para trás sinto que perdi algo ou alguém. Ou talvez não o tenha perdido, pois nunca o tive. Mas, a dor da perda só chega agora, tempos mais tarde de saber o quanto uma pessoa pode ser importante, sem nos darmos conta. Tavez agora seja tarde demais...

domingo, 21 de outubro de 2007

Quantos blogs já criei? Foram muitos, uns três, e nunca consegui mantê-los, não sei bem o motivo. Ás vezes por preguiça de escrever ou por não ter tempo. Criei mais um blog e irei escrever não por obrigação, mas sim, pelo desejo de expressar minhas idéias ou qualquer coisa parecida, coisas sem e com razão. Pelo simples prazer de escrever.

Asas Flutuantes


De repente meus sonhos sem cor
Tornaram-se encantadoramente coloridos
Eu me sinto flutuante e para isso não há remédio
Só há você


Tudo é tão inexplicável e tão ameaçador
Fitando além das nuvens eu me perco
Em asas sujas que não podem voar
Então eu caminho pelas ruas esperando você me encontrar


No espelho, vejo a minha imagem distorcida
E eu voltaria momentos atrás para sentir-me completa
E eu me sinto flutuante em asas cortadas
Para isso não há solução, só há uma razão: você


Talvez aqui eu me perca em minhas memórias
Feche seus olhos e você poderá ouvir apenas a melodia
Corações descompassados, corações reconstruídos
A cor da flor terá razão de existir. A mesma cor do amor.