terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Feliz 2008!
Esperanças, expectativas, otimismo, alegria, sonhos, realizações, paz, amor, felicidade, coragem... Façamos esse ano de 2008 valer a pena. E um Feliz Ano Novo!
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Então é Natal ...

Enquanto todos se sentam à mesa esperando um último amigo, um último familiar, todos ali esperam calorosamente pela chuva de fogos e rojões. A champanhe está prestes a ser estourada, todos aguardadam. As conversas, o brilho no olhar, os sorrisos, tudo isso faz a noite valer a pena. Estão juntos de quem se amam, e estão felizes. A esperança, a fraternidade, a alegria, a felicidade e o AMOR pairam no ar nesse momento, e então todos podem dizer FELIZ NATAL, com um incomum brilho nos olhos, desses de desenho japones. E tudo passa a valer a pena. A rolha do vinho passa a ter razão de existir, assim como os sorrisos, os familiares, o amor que sentimos por eles, porque é Natal, e os sentimentos estão mais expostos, estão mais calorosos.
Enquanto houver pessoas com essa chama natalina acesa, o verdadeiro sentido do Natal não morrerá jamais.
O que importa é a intensidade, não o tempo de duração.
FELIZ NATAL!
domingo, 16 de dezembro de 2007
Eu estou bem, apesar da dor de um sentimento, de esquecer um bom momento, de te perder no ar.
Pela necessidade de escrever alguma coisa, pela necessidade de falar, dizer, sem nem compreender se realmente tem alguma razão.
Realmente eu estou bem, por menos que eu esteja.
Corações recortados
Em plena escuridão que pena sobre os cômodos
Eu pude me sentir completa e só
Entre papéis e medos eu estive bem
Recortando corações impróprios para o amor
Eu estive durante muito tempo colecionando cores
Estive também colecionando amores
Corações de papel e seus sentimentos tão reais
E os retalhos pelo chão, dos quais nem me lembro mais
Meus recortes sublinhados, minhas imagens embaçadas
Recortando corações eu me sentirei melhor
Recortando emoções, recortando solidão.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
A hipocrisia e a sobrevivência
Pela rua distraída observando a nitidez de um céu completamente azul, me deparo com a realidade que poderia se tornar irreal, se todos nós quiséssemos. De um lado, a dor de alguém que tem de achar nos lugares mais impróprios possíveis algo pra se alimentar, pra sobreviver. Talvez no lixo, nos restos de um outro ser-humano igual à ele. E isso não tem outro nome senão sobrevivência. Ao olhar para o outro lado, vejo outro alguém, como eu, como você, como a outra pessoa que precisa sobreviver. Ele está ali, e gasta fortunas, e ri, e possui um relógio de ouro no braço, um carro blindado e paga numa simples camisa o dinheiro que o outro ser-humano ao seu lado, usaria para se alimentar durante um ano ou mais. A hipocrisia do homem com o relógio de outro vai além, assim como sua ganância. Ele nem fita o outro que busca alimento no lixo. Ele não o vê, e pronto. Não quer vê-lo. Só vê o que quer. Vê as roupas caras, os relógios de ouro, os carros importados, o luxo, o dinheiro... Mas não vê, aquele que necessita de um pouco de comida, de uma mão estendendida, para poder sobreviver. Seus olhos se cerram para isso. É como se aquela pessoa ao seu lado que recolhe sua sobrevivência não fosse como ele, não tivesse sentimentos, direitos, virtudes e defeitos, sonhos escondidos. O homem do relógio de ouro está ali e nada vê. Vê apenas um pobre que se alimenta do que ele acabou de despejar no lixo. E para ele isso é tão comum, é como uma selva, sem leis, sem solidariedade, sem humanidade. O homem olha se choca, sente piedade, caminha, e depois de alguns minutos se esquece do que viu. O outro ser-humano que busca sobrevivência do lixo jogado pelo homem do relógio de outro continuará ali, sabe-se até quando. Outras pessoas passarão, o olharão, se chocarão, terão piedade, e caminharão esquecendo-se sem nem estender a mão, sem nem ajudá-lo a viver um dia mais "humano".
domingo, 11 de novembro de 2007
Sonhos ...
Enquanto eu sonho posso ter minha própria fantasia, e fazê-la virar realidade. Posso ser princesa ou fugitiva. Posso estar presa no alto da torre, ou ser a coadjuvante da história. Eu sou a narradora e por tanto, em meu sonho faço o que quiser fazer. Corro livre pelas montanhas e sinto o vento frio bater em meu rosto. Posso estar caminhando entre os montes urais, ou pelas pirâmedes do deserto Egipício, até mesmo pelo Polo Norte, cortando a neve. E isso me traz uma ligeira dimensão de como nosso planeta é extenso e cheio de culturas, formas de relevo, mares, rios, bosques, pântanos, montanhas e florestas, e isso me traz ligeira alegria. Vivendo isso em sonho. Sim o sonho é uma forma de liberdade, de ser quem não se tem coragem de ser, ou de fazer o que não se tem coragem de fazer. O sonho é mais do que memórias, pode ser a viagem da alma. E quem sabe o sonho também não prevê antecipadamente coisas que nos ocorrerão? Sonhos são pequenos pontos de liberdade que vivemos aos poucos sempre que a escuridão chega. E o mais extasiante: sonhos são ou podem se tornar realidade.
sábado, 10 de novembro de 2007
Decepção? Não... Aprendizado
Muitas vezes, nós nos enganamos com nós mesmos, outras vezes com outras pessoas. A maioria denomina isso como decepção, eu não sei se seria o nome certo, talvez fosse... Aprendizado.
Com os erros nós aprendemos. Caímos e levantamos diversas vezes, só assim saberemos qual o caminho devemos seguir. E eu percebi que mesmo que seja involuntariamente acabamos também 'decepcionando' alguém. Talvez alguém também nos decepcione involuntariamente. Nós seres humanos somos seres tão complicados, que ninguém mesmo consegue entender a própria mente, muito menos a dos outros. E mesmo assim, nos consideramos bons o suficiente para julgarmos quem quer que seja.
Com os erros nós aprendemos. Caímos e levantamos diversas vezes, só assim saberemos qual o caminho devemos seguir. E eu percebi que mesmo que seja involuntariamente acabamos também 'decepcionando' alguém. Talvez alguém também nos decepcione involuntariamente. Nós seres humanos somos seres tão complicados, que ninguém mesmo consegue entender a própria mente, muito menos a dos outros. E mesmo assim, nos consideramos bons o suficiente para julgarmos quem quer que seja.
domingo, 4 de novembro de 2007
A desconhecida que habita em mim
Olhar a fonte do invisível, rastros de nada contidos em pisos invisíveis. Impossível compreender algo imcompreensível. Impossível me compreender. Como entender coisas ao meu redor que se movem sem sentido algum, sem nenhum caminho específico ou nenhum manual de instrução?
Se eu me olho eu não me enxergo. A desconhecida no espelho. Espelho quebrado, impossível saber quem se é num espelho quebrado. Eu busco minhas próprias respostas em minhas opniões. Mas às vezes elas estão tão imersas em coisas sem razão que eu passo a duvidar se sou eu, ou a mesma desconhecida que habita aqui, em mim.
Coisas ditas há segundos atrás, e eu não me lembro quem falou. Habitam em mim: a desconhecida e eu mesma 'conhecida', que por parte, também desconheço. Um texto complicado e cheios de entrelinhas, que nesse momento sóbrio, só faz sentido para mim. Eu esquecerei daqui a algum tempo o que esse texto reprensentou para mim... Tradução, talvez? Tradução de coisas complicadas que existem interiormente. Os pés no chão frio, a janela fechada, a escuridão do corredor. Olho para mim mesma e me pergunto diversas vezes: 'Quem sou?'
Ontem eu tinha opniões que me faziam orgulhar de mim mesma. Sou mutante, como dizia Raul: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opnião formada sobre tudo. Sobre o que é o amor, sobre que eu nem sei quem sou." Obrigada Raul Seixas. Suas palavras traduzem exatamente o que eu tentei expressar. Sou mutável, sou uma metamorfose ambulante, sou conhecida e desconhecida para mim mesma, e me orgulho disso. Se eu achasse o meu eu, talvez não seria eu mesma.
Se eu me olho eu não me enxergo. A desconhecida no espelho. Espelho quebrado, impossível saber quem se é num espelho quebrado. Eu busco minhas próprias respostas em minhas opniões. Mas às vezes elas estão tão imersas em coisas sem razão que eu passo a duvidar se sou eu, ou a mesma desconhecida que habita aqui, em mim.
Coisas ditas há segundos atrás, e eu não me lembro quem falou. Habitam em mim: a desconhecida e eu mesma 'conhecida', que por parte, também desconheço. Um texto complicado e cheios de entrelinhas, que nesse momento sóbrio, só faz sentido para mim. Eu esquecerei daqui a algum tempo o que esse texto reprensentou para mim... Tradução, talvez? Tradução de coisas complicadas que existem interiormente. Os pés no chão frio, a janela fechada, a escuridão do corredor. Olho para mim mesma e me pergunto diversas vezes: 'Quem sou?'
Ontem eu tinha opniões que me faziam orgulhar de mim mesma. Sou mutante, como dizia Raul: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opnião formada sobre tudo. Sobre o que é o amor, sobre que eu nem sei quem sou." Obrigada Raul Seixas. Suas palavras traduzem exatamente o que eu tentei expressar. Sou mutável, sou uma metamorfose ambulante, sou conhecida e desconhecida para mim mesma, e me orgulho disso. Se eu achasse o meu eu, talvez não seria eu mesma.
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