domingo, 1 de junho de 2008

Censura Hipócrita


Dias atrás, quando o frio por aqui começava a aumentar, eu liguei a tv, e me deparei com uma cena um tanto quanto comum nesses últimos tempos. Era uma cena de sexo. Normal tal cena em nossas novelas, e programas em tv aberta. Horário nobre, 21:20 da noite. Em outro dia, quando mudava de canal, reparei num diálogo entre duas pessoas do mundo artístico. E eles defendiam com tal voracidade suas opiniões, que eu acabei largando o controle de lado, e parando por ali mesmo.
-Isso irá atingir a moral e a integridade dos brasileiros - dizia o homem enquanto gesticulava ridiculamente. - É inaceitável que tal cena seja exibida nesse horário, quando as crianças ainda estão despertas, e enquanto a família brasileira se reúne na frente da tv.
E eu me indagava: Que cena será essa? Será a cena exibida dias atrás? Enquanto isso o homem encerrava seu diálogo para com o outro:
-É inadimissível que o beijo gay seja exibido nesse horário, em plena tv aberta, na frente da família brasileira.
-As pessoas que defendem a integridade e a moral, já ameaçaram processar essa emissora caso o beijo gay realmente for para o ar. - Disse o outro homem.
Eu fiquei refletindo sobre isso, e decidi escrever sobre esse assunto não sei porque, talvez seja pra mostrar a minha humilde opinião.
Depois desse dia, eu vi em outros diversos canais palavrões chulos, cenas depravadas, diálogos explícitos sobre sexo, enfim
tudo o que a "boa moral e os bons costumes" condenam. E por que cenas assim passam direto e reto na televisão? E um simples beijo
gay é tão condenado? As crianças continuam sentadas ali na sala, vendo tais cenas, e não podem ver um simples beijo gay. Por quê?
Para quê resguardar a família brasileira que já está acostumada com a "beleza" da nossa televisão aberta? Estaríamos sendo hipócritas se disséssemos que o beijo gay é ofensivo, é agressor. As pessoas hoje tem o direito de assumir sua sexualidade, podem assistir a romances e casamentos héteros e homossexuais, e não podem ver na tv um simples beijo gay. Estamos na ditadura? Não estamos ditamos o "fim do preconceito"? Porque as pessoas ficariam tão ofendidas se elas já estão completamente acostumadas com cenas de sexo explícito, cenas de nudez, embutidas em "programas para a família"? Elas pouco se importam, pouco se dão conta do que estão vendo. São perguntas que eu nãoencontro resposta. Na tarde de domingo cansamos de assistir mulheres com a bunda de fora, quase nuas rebolando em frente as câmeras enquanto o apresentador fala qualquer merda, e tá tudo certo. Tudo para "aumentar a audiência". E isso não nos ofende. O lixo de tv está ali, e nós assistimos todos os dias, as emissoras na busca desesperada por mais um ponto medíocre de audiência. Assistimos a qualquer porcaria que nos faça rir, nos faça ver bundas, pessoas bonitas e superficiais, fofocas, essas coisas inúteis, mas não um beijo gay.
No último capítulo da novela, para confirmar minhas suspeitas o beijo gay não foi ao ar. Tudo para a preservação da boa moral e dos bons costumes. Viva a hipocrisia.

domingo, 20 de abril de 2008

O Descompasso do Proibido


Existem coisas que podem ser decifradas por palavras. Outras não. Mas, às vezes se chega próximo do decifrável, e é isso que tentarei. Ás vezes é passageiro, como folhas que caem de um outono vivido. Às vezes é pra sempre, como marcas incalcansáveis de um passado memorial. E eu aqui aspirando o ar e o deixando fluir pela minha mente e meu coração. Senti e sinto. Sinto em mim algo impossível, possível até, é como um paradoxo em mim. Se isso é possível ou não, não me importa. O que me importa é o maravilhoso mar de sensações que me invade. É só isso que me importa. Serão sensações ou sentimentos? Será razão ou loucura? Assim como um mar de sensações também existe um mar de perguntas, todas com uma enorme interrogação decorando suas faces.
Eu estava ali há algum tempo, e não deixava nenhuma emoção me encostar, nenhum sentimento. Foi evitando que aconteceu. Talvez fosse pelo libido do proibido, tem de existir alguma explicação. Esse sentimento tão inexplicável pode ser somente atração, ou não. A proibição do quase suportável me traz uma sensação estranha do incrível, da realização. Como se quanto mais proibido fosse, melhor. É com isso que me preocupo, até onde isso chegará?
Um singelo olhar, ou uma simples música é motivo para ocupar minha mente durante todo o tempo. Meus batimentos descompassados depois de um beijo demonstram em mim que eu estou sendo sincera comigo mesma. Até porque eu nunca tentei esconder sentimentos de mim mesma. E essa sinceridade me assusta. Até porque divido isso comigo mesma, e não mais com outros. Eles não entenderiam, me subjulgariam. Enquanto escondo meus temores, meus sentimentos, penso se deixei de existir pra vida. Mas eu vivo, vivo anestesiada, porém vivo.
A música toca no fundo, enquanto todos movem seus corpos no compasso, todos ali com o pensamento em um só lugar. A música, e nada além. A música e a presença de alguém. Essa simples presença me perturba, me faz vivenciar um turbilhão de coisas jamais vividas. Só eu não estou no compasso da música, estou descompassada. "Alguém por favor faça isso parar?" Tento gritar em meu interior, mas ninguém me responde. É a presença que me perturba, como seu cheiro, seus olhos, sua voz... Me perturbam e me acariciam ao mesmo tempo. E isso é proibido? Não se for motivado pelo coração. Peço que não me deixe lúcida, pois esse turbilhão de sentimentos, essa atração e esse descompasso é tão bom e me faz sentir cada vez mais viva.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Dia 1º de abril de 2008;

Hoje ao olhar para o calendário, percebi que não era apenas o dia 1ºde abril, mais também aniversário do meu bisavó Manoel que se encontra num plano superior, e também o dia da mentira. "Mais oras, será que a mentira é tão importante para ter um dia só para ela?" - Indaguei, enquanto ouvia no rádio que a mentira era o pior defeito do homem. E depois dessa frase solta, e liberta, perguntei novamente se seria realmente o pior defeito do homem, e descobri que não. O ser-humano em si é repleto de imperfeições, e fazemos questão de aflorá-los mais do que nossas virtudes.
Talvez o defeito mais comum e mais aceito desde os tempos mais remotos seja a ganância. A ganância que continua corrompendo corações. Ela sempre esteve presente em nosso mundo hostil, e desde sempre vem destruindo almas. Foi a ganância juntamente com o ser-humano que destruiu povos, culturas, idiomas, rituais, princípios e vidas. Desunindo pessoas, causando miséria, fome, separando famílias e lares e causando guerras, mortes. Terminando com ideologias, e acabando com o nosso bem mais precioso: a natureza. Dentre outros defeitos a ganância se destaca. Ela nos torna mentirosos, hipócritas. Sim, a ganância talvez seja o pior defeito do homem.

domingo, 23 de março de 2008

Feliz Páscoa!


As origens do termo

A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem.


Entre as civilizações antigas

Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera era de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.



A Páscoa Judaica

Entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, pois marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durantes vários anos. Esta história encontra-se no Velho Testamento da Bíblia, no livro Êxodo. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moises, fugiram do Egito.

Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.



A Páscoa entre os cristãos


Entre os primeiros cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior al equinócio da Primavera (21 de março).

Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.


A História do coelhinho da Páscoa e os ovos

A figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.

Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e da vida.
A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII.

domingo, 16 de março de 2008

Pedaços de mim, em um domingo fresco e monótono


O que melhor a fazer num domingo preguiçoso, fresco e monótono? Talvez ler, pensar, ou ficar na internet falando com os amigos. Ouvir músicas, e descobrir novas bandas no myspace, ou então escrever, e foi de um domingo preguiçoso, fresco e monótono que escrevi este poema:

Pedaços de mim

Enquanto a luz irradiava pela janela
Em mim a escuridão estava, ao sentir sua partida
De mim os pedaços, caídos pelo chão
Pedaços do que restou de nós

A nossa insaniedade louca e os nossos planos estão guardados
E sentimentos que jamais serão esquecidos,
A luz que ilumina o mundo,
Ilumina minha solidão para que ela se torne mais notável para mim.

Eu não posso me salvar de um penhasco em decadência
Eu estou ali, e você tão distante de minhas mágoas
De mim restou os pedaços, pedaços de nós.

sábado, 15 de março de 2008

Um rio que corre enquanto evolui


As mudanças são tão necessárias quanto um elemento de sobrevivência. Ela nos faz renovar, nos reinventar, e nos transforma em pessoas mais experientes. A vida é como um rio que corre, em alguns momentos transborda, em outros momentos se acalma. Mais esse rio chamado vida, não pára totalmente, ele sempre corre. E é preciso apreciar essa corrida, a paisagem à volta, as vidas que ali vão junto com as águas, antes que elas caiam num oceano profundo e azul como o céu.
As mudanças nos fazem viver novos momentos, novas sensações, alegrias nunca vividas. Elas também nos trazem algumas dores, mais se soubermos lidar com essas dores, ficaremos felizes, pois a recompensa será bem maior. Sairemos dessa renovação mais experientes com a vida e com as vidas ao nosso redor, e só assim entederemos como lidarmos com nossos próprios sentimentos, medos, fraquezas e alegrias... A lidarmos com nosso interior, com nós mesmos.
A mudança nos faz evoluir e prosseguir. Nos traz força, serenidade e coragem. É na mudança que está a evolução. Mude, mais nunca perca a sua essência. Mude sendo você mesmo.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Happy Birthday meu Pisciano de Olhos Azuis


Dia 20 de feveiro de 1967 em Hoquiam, num hospital em uma colina que dá vista para Aberdeen nascia Kurt Cobain. Uma luz que inundava o mundo. Eu sei que minhas palavras aqui escritas, vão ficar pequenas e mínimas perante tanto talento, personalidade, e uma mente desafiadora, porém brilhante. Estou falando de Kurt Cobain. E falar de Kurt não é fácil, pois mais de 60 milhões de discos vendidos, e mais milhões e milhões de fãns, não poderíamos estar falando apenas de uma pessoa. Estamos falando de um mito. Mais eu vou contar aqui em algumas palavras como fui "apresentada" até ele, até sua música, sua banda, e como me apaixonei por esse pisciano loiro de olhos azuis.Há uns dois anos atrás, enquanto ouvia o rádio, uma música forte, lindamente assustadora começava a tocar. E aquela voz poderosa, calma e estrondosa ao mesmo tempo me atormentava e me acalentava durante os minutos que se sucessediam. Algo quase inexplicável, até porque acredito que músicas podem ser como sentimentos, sentidos na alma. E realmente aquela melodia tocara minha alma. Eu precisava saber quem possuía aquela voz, e aqueles acordes poderosos. Nenhum dado eu tinha, nem o nome da música muito menos o da banda, ou do cantor. Por coincidência alguns meses depois eu ouvi o nome da banda Nirvana, por um fã, é claro que eu já tinha ouvido sobre o Nirvana, mais realmente não tinha a mínima curiosidade. Imaginava que fosse uma banda com um cara no vocal que gritasse fino demais. Me enganei. Na internet por curiosidade procurei músicas do Nirvana, e me lembro da primeira melodia que ouvi: 'Where did you last night?' que estava com o nome 'My Girl', aquela voz me lembrava a mesma voz do rádio, porém nesta música a voz só me acalentava. E eu clicava em todos os links de músicas do Nirvana, talvez por curiosidade não sei, mais de repente começava a ouvir aquela mesma música, estrondosa e poderosa, assustadora e calma, aquela música que estourava nos refrões, tanto nos instrumentos quanto nos gritos do vocalista, e descobria enfim o nome da melodia 'Smells Like Teen Spirit'. Comprei um cd do Nirvana, 20 faixas, os melhores sucessos. E foi como se eu ouvisse novamente Smells Like Teen Spirit no período de 1:20 min., o cd estourava em algumas partes, se acalmava em outros e tinha o poder de me levantar e me fazer cair, de me fazer feliz e docimente triste, um misto de sensações. Queria me aprofundar no assunto Nirvana, e me encantei por cada cd, por cada história, por cada frase dita de Kurt, Krist, Dave, Chad... Vibrei a cada foto vista, a cada sorriso expresso daquele vocalista, a cada vídeo visto, dvd, notícias, informações... Me tornei fã, Nirvanática como me dizem. Compreendi as razões de Kurt e sua coragem, seus medos, sua infelicidade mesclada de poucos momentos felizes, a sua simplicidade. Basicamente o resumo de toda essa história, é que KURT COBAIN é meu HERÓI. Sim, Kurt Cobain is my hero. E herói de tantos outros jovens, adultos... Sua simplicidade, seu modo punk rock, suas camisas de flanela, sua atitude, seu gênio forte ídem à sua voz, seu modo de falar e de sorrir e de quebrar guitarras, suas calças rasgadas, cabelos cumpridos e às vezes curtos e seus olhos azuis. Kurt Cobain vai além de todas essas definições. Meu ídolo, meu herói, homem-garoto de Aberdeen admirável eu sei que o que sinto é muito AMOR, é calmo e estrondoso como suas canções e letras. EU AMO KURT COBAIN ♥, e isso já faz parte de mim. Eu sei sobre sua felicidade, e sei que você está muito melhor onde está. Sei que você será eterno, mais que um mito, além um símbolo grunge, pois você é Kurt Cobain, e ser Kurt Cobain vai além de tudo, até de si próprio.
Esse texto com a photo deveriam ser postados no dia 20 de fevereiro, mais não pude postar, a correria da volta as aulas me impossibilitou, infelizmente. Fiquei triste por não postar no dia correto do nascimento de Kurt, mais posto hoje com a mesma intenção que postaria no dia 20.